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11 livros sobre inovação e negócios que você precisa ler

Se tem uma coisa na vida que eu adoro fazer é ver capas de livros e suas descrições e resenhas. Eu posso perder facilmente várias horas em uma livraria, fascinada pelos títulos, desejando ter dinheiro para comprar todos eles e tempo para ler cada um. E eu gosto bastante quando alguém me indica um livro, ou quando estou lendo um livro e o autor indica outros livros que complementam o assunto ou falam sobre aquela ideia. É algo mágico ver essas recomendações e me dão ainda mais vontade de ler.

Eu acredito muito que quem somos é uma mistura de muitas coisas. Cultura, aprendizados, erros, vitórias, fracassos, família, viagens, amigos, empregos e livros. Livros. É maravilhoso poder ler outras visões de pessoas com as quais geralmente não poderei conviver e aprender com elas.

Por isso, decidi escrever sobre alguns livros que li recentemente, que estou lendo ou que estão prestes a serem entregues pelo correio nos próximos dias. Aproveito cada viagem minha para ler um pouco. Muitos deles me mudaram para melhor, muitos deles foram úteis de várias formas e todos eles me pouparam de fazer algo de um jeito que não daria bons resultados.

Não elogie o funcionário por fazer bem o seu trabalho: e outras 40 práticas equivocadas que repetimos nas empresas, de Stephen M. Shapiro

Eu comprei esse livro há alguns anos. Na época, estava achando o máximo o fato de ter sido promovida e gerir uma equipe pela primeira vez. Fui logo pensando que como chefe, eu não poderia ser apenas isso. Eu queria ser líder, inspirar, motivar e não replicar comportamentos quem um dia odiei quando era subordinada. Certo dia estava em uma livraria e o título desse livro me chamou a atenção. A princípio pareceria um título carrasco de alguém dizendo pra tratar mal funcionários, e foi justamente por isso que eu o folheei. Decidi comprar. Mas esse livro carrega uma história curiosa. Logo que comprei e comecei a ler, levei para o trabalho e deixei em cima da mesa, assim eu poderia usar alguns pequenos intervalos do dia para ler uma página ou outra. Mas eu o esqueci por lá um dia e quando voltei ao trabalho percebi que alguma coisa havia acontecido. Minha mesa pareceria ter sido mexida, e estava grudenta em algumas partes. Encontrei um bilhete com um pedido de desculpas, o rapaz que o deixara explicava que na noite anterior a empresa havia feito um treinamento perto da mesa em que eu sentava e que eles tiveram a infeliz ideia de colocar algumas bebidas e comidas nas mesas, próximo aos computadores. Um descuido e um copo todo de Coca-Cola foi derramado na mesa. E adivinhe o que aconteceu? O livro ficou em sopa. O rapaz me confessou depois, ao conversar comigo, que logo que viu que o livro ficou sujo e molhado, foi logo adorando a ideia dentro dele, porque achou que se tratava de um livro que ensinava um chefe a ser carrasco. E ele me comprou outro livro igual para repor o perdido.

Mas sobre o que se trata esse livro? Sobre as práticas que costumamos aplicar quando buscamos por inovação, muitas delas beiram o óbvio ou o erro. Dentre os tópicos abordados pelo autor estão os seguintes: 1) pedir ideias nem sempre é uma boa ideia, 2) como motivar pelo desafio, 3) contratar pessoas que pensam como você não fará com que sua equipe produza melhor, 4) o que a inovação pode aprender com os reality shows, 5) em vez de pedir a alguém para pensar fora do quadro, ofereça um quadro novo e 6) porque inovação não rima com não.

Ou seja, é um livro sobre inovação. E a busca pela inovação nas empresas pode colocá-las a um passo à frente da concorrência.

Neste livro você vai encontrar sugestões inusitadas, que fogem ao senso comum, sobre como você pode inovar na empresa, desenvolvendo negócios diferenciados, lucrativos e empreendedores, incluindo propostas práticas e estudos para ajudá-lo a repensar técnicas antigas e colocar seu negócio à frente.

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Quebre As Regras e Reinvente – Qual Foi a Última Vez Que Você Fez Algo Pela Primeira Vez?, de Seth Godin (link)

Eis aqui outro livro sobre inovação. E ele se baseia na ideia de que as pessoas foram tão doutrinadas por seus trabalhos, que não se perguntam ou querem saber como algo funciona. Apenas aceitam que as leis da natureza não funcionam como o esperado. É um livro para descobrir que não é a procura pela resposta certa, mas um desejo insaciável de entender como algo funciona e pode funcionar o segredo do sucesso.

O livro aborda a importância de ter iniciativa em nossa atual economia e para o autor é bem pior não tentar do que fracassar. Palavras como zona de conforto são proibidas.

Esse livro me lembra a história de uma equipe que todos os dias fazia tudo igual. Os mesmos problemas, as mesmas reclamações. Mas ninguém fazia nada diferente para mudar o cenário. Só faziam algo se implorassem, todo o restante do tempo em que não houvesse uma demanda a ser feita, era gasto gastando tempo a toa. E eles sequer imaginavam que estava nas mãos deles mudar esse cenário.

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A inovação destruidora, de Luc Ferry (link)

Quando passei a estudar mais sobre inovação quis entender mais sobre o assunto do ponto de vista filosófico. E foi por isso que comprei o livro de Luc Ferry. De acordo com o autor, toda inovação a princípio é destruidora, mesmo quando se faz presente e poderia parecer uma boa notícia, é tudo, exceto um longo rio tranquilo. As inovações técnicas nas quais ele se apoia não perturbam apenas de alto a baixo nossos costumes e nossos modos de viver, mas, pelo menos num primeiro momento, criam também inevitavelmente o desemprego, as desigualdades, e até, paradoxo supremo, o decrescimento.

No tempo de Gutenberg ou da revolução digital, as inovações técnicas primeiro levam ao desemprego aqueles que viviam no mundo antigo. Por exemplo, a tipografia tirou o trabalho dos escribas, já que um único tipógrafo pode, a partir de então, substituir até duzentos copistas. Atualmente, a difusão digital dos livros e dos discos questiona a existência dos próprios livreiros e dos vendedores de discos. Além disso, os primeiros a se beneficiarem dessas grandes mutações são imediatamente os que receberam uma boa formação. Donde o surgimento de novas desigualdades: infelizes são os diplomas quando o mundo muda! Logo, desemprego, desigualdade, mas também, durante os primeiros passos, decrescimento: sem falar, nos vendedores de discos que desapareceram, dos livreiros que hoje são ameaçados pelos tablets e pelas vendas on-line, é preciso ver que, antes de produzir efeitos positivos em termos de consumo e de emprego, a revolução digital supunha que se investisse com risco.

Nos anos 1990, as empresas que decidem se equipar com computadores não são mais tentáveis que outras, de modo que, no início, o tempo e o dinheiro tomados pelo material novo, imobilizam seu desenvolvimento. Apenas mais tarde, quando aparece o que os economistas chamam de “síntese inovadora”, avalia-se o quanto a internet muda e facilita nossas vidas.

E Ferry cita Shumpeter, um dos maiores economistas do século XX. Ele diz que a destruição criadora sacode o corpo social permanentemente. Quanto mais forte é o crescimento, mais o corpo social é sacudido. Sem crescimento, porém, as condições da vida não melhoram.

Certamente, a desestruturação do corpo social é proporcional à amplitude das ondas de inovação. Elas atingem seu paroxismo quando aparecem o que os americanos chamam de “general purpose technologies”, o que se traduz como tecnologias multiuso. Trata-se de tecnologias que tem impacto não apenas no seu setor de origem, mas no conjunto da economia. É o caso da máquina a vapor, da eletricidade, da informática, da nanotecnologia. Além dos efeitos maciços de destruição criadora que elas ocasionam, possuem outra característica perturbadora: levam muito tempo para produzir efeitos positivos e visíveis. Quando são introduzidas, o grande público não compreende sua importância. Somente após vários decênios é que seus campos de aplicação se tornam evidentes. É então que essas tecnologias geram inovações secundárias, novos empregos e salários mais altos.

Fala-se então de “síntese inovadora”, que seria um momento mágico, a abertura de uma era de progresso incontestável, mas para uma opinião pública que vive no curto prazo, que não conhece os aspectos técnicos da inovação, forçosamente a natureza de suas consequência em matéria de saúde, padrão de vida, emprego, e até mesmo liberdade, o novo aparece apenas inicialmente sob seus aspectos negativos: desestruturação permanente do corpo social, flexibilidade inquietante, desemprego aumentado, desigualdades e reconversões difíceis, logo, valorização dos diplomas e qualificações de ponta etc. Por isso, inevitavelmente, a inovação parece num primeiro momento, muito mais destruidora do que criadora.

Luc Ferry diz ainda que nos que próximos anos várias mutações tecnológicas gigantescas vão se delinear. Muitas já estão a caminho, mas não as distinguimos bem ainda. Suas consequências serão colossais, tanto no plano econômico como na nossa vida cotidiana, como as nanotecnologias e as biotecnologias, que vão alterar nossa abordagem da doença e da morte, e também da informática e das ciências cognitivas. Inicialmente terão impacto negativo no plano social e todos desejarão conservar estruturas passadas. É por isso que se trata, afinal, de compreender que o que vivemos, de acordo com o autor, não é uma simples “crise”, momentânea, mas uma revolução permanente que abre perspectivas sem dúvida entusiasmantes para aqueles que “ganharão”, porém infinitamente angustiantes para os outros, para aqueles que ficarão presos ao seu pequeno espaço de vida, a sua vida ou suas situações em vias de extinção.

Ou seja, como profissionais e como empresas, não podemos deter a maioria das inovações. Nos resta reclamar e apontar o outro como culpado ou mover-se continuamente em busca de atualização e de visão de futuro.

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De onde vem as boas ideias, de Steven Johson (link)

Lidar com inovação, marketing, negócios, carreira e sala de aula exige muita criatividade. Mas o problema é que não é fácil tê-las. Muitas parecem ótimas, a princípio. Mas quando avaliadas à fundo percebemos que são ruins, fracas ou que já existe algo igual. O legal do livro de Steven Johson é que ele deixa claro que as boas ideias não necessariamente são fruto de momentos eureka. Ou seja, não são apenas pessoas inspiradas ou gênios que tem ideias incríveis que transformam o mundo, mas quem estiver disposto a entender que tudo isso pode ser um processo e que muitas vezes é preciso um tempo de amadurecimento, uma conexão com um pedaço de outra ideia que alguém andou tendo por aí e que misturada à sua ideia fará total sentido.

Ele descreve sete etapas de um processo para se chegar a boas ideias. Dentre elas, 1) o fato de uma boa ideia só é passível de virar realidade se tiver havido uma evolução anterior que permita à tal ideia ser realmente aplicável, 2) quanto mais pessoas, experiências, situações e condições você estiver inserido, maior a chance de se desenvolver boas ideias, 3) intuição lenta, o oposto dos momentos eureca 4) serendipidade, ou seja, descobrir coisas ao acaso, 5) erros são importantes, muitas histórias de sucesso começaram com erros, uma história famosa é a de Tomas Edson, foram mais de 100 tentativas até encontrar a melhor forma de criar a lâmpada incandescente, 6) exaptação, a característica de se pegar uma boa ideia de uma área e aplicá-la em outra e 7) a validação de ideias com grupos de pessoas, pesquisadores e clientes.

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Checklist, como fazer as coisas benfeitas, Atul Gawande (link)

O livro é escrito por um cirurgião que se destacou ao escrever sobre os problemas e os desafios da medicina moderna. Ele faz uma distinção entre os erros de ignorância (que acontecem por não temos o conhecimento necessário para realizar algo) e os erros de inépcia (que ocorrem quando não fazemos o bom uso desse conhecimento). Ele afirma que as falhas evitáveis no mundo atual são do segundo tipo e, por meio de uma série de exemplos, mostra como as tarefas habituais dos cirurgiões e de outros especialistas se tornaram tão intrincadas que equívocos já são praticamente esperados. Para obter melhores resultados e encontrar saídas mais eficazes para quase todo tipo de dificuldade ele usa checklists e explica como essas listas de verificação viabilizam algumas atividades complexas, de pilotar aviões de grande porte ou acompanhar o mercado de ações a construir arranha-céus. O checklist evita desperdícios, erros graves e até catástrofes e pode ser aplicado em diversas áreas.

Depois de ler esse livro passei a organizar minha agenda de um modo bem detalhado, assim consigo me focar no que importa no dia, já que sou bem atarefada. Aplico o conceito de checklists também quando preciso treinar uma equipe para produzir conteúdo relevante, eles ajudam muito no processo da equipe criar autonomia e segurança ao escrever sobre um assunto.

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O empreendedor viável, de André Telles e Carlos Matos (link)

Quando comprei este livro eu estava em São Carlos. Havia viajado para lá na noite anterior para dar aula sobre criação de negócios em uma universidade da cidade. Passeando pela livraria do shopping fui tentada pelo título, não me parecia um livro de guruzismos e promessas de que empreender é sempre algo fácil, lucrativo e maravilhoso. Estamos bem acostumados, no mundo da inovação, das startups e do empreendedorismo, a ouvir o conceito de produto mínimo viável. Ou seja, criar algo suficiente para validar a ideia e testar o mercado, pra só depois evoluir. Mas neste livro os autores falam sobre o conceito de empreendedor mínimo viável, e eles propõem não mais produtos como fator determinante de sucesso, mas sim, o empreendedor em si. Abordam tópicos como mitos sobre startups, riscos, modelos de negócios, tendências, concorrência, custos, contratações, viabilidade de negócios e diversos cases. Foi tão bacana que eu li em uma noite.

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O poder dos modelos replicáveis, a construção de negócios duradouros em um mundo em constante transformação, de Chris Zook e James Allen (link)

Hoje, a natureza de uma estratégia bem-sucedida está mudando de três maneiras, como afirma Zook e Allen neste livro. Primeiro, trata-se mais de uma direção geral e poucas iniciativas críticas do que um plano detalhado. A razão para isso é o aumento da velocidade com que as informações fluem e as mudanças que ocorrem no mundo, comprimindo o tempo. Essas transformações estão alterando a natureza da vantagem competitiva para habilidades específicas e, como elas, se combinam com um modelo de negócio capaz de adaptar e de repetir o sucesso passo de novo e de novo.

Segundo, nos dias de hoje, a estratégia consiste menos em prever como o mundo mudará, algo cada vez mais difícil, e mais em ser capaz de testar, de aprender, de mudar e de adaptar-se com rapidez. Nos últimos anos, alguns dos maiores declínios de empresas, como o da Nokia, foram consequências de falta de capacidade de adaptação a mudanças. Em contrapartida, histórias de sucesso como a da Apple, foram resultado de uma organização com capacidade de primeira linha para testar, captar feedback e adaptar-se. De acordo com os autores, o elemento central dessa responsividade é a capacidade de preservar o nível de simplicidade do modelo de negócios.

Terceiro, a estratégia eficaz está ficando cada vez mais misturada a uma organização eficaz. A maneira mais eficaz de as empresas alcançarem sucesso duradouro é preservar em seu core a simplicidade e buscar a melhoria contínua, focando sempre no negócio e evitar sair atirando para todos os lados. Esta seria uma forma de criar o chamado modelo replicável, que seria uma característica da maioria dos negócios bem sucedidos.

Ou seja, em vez de ficar querendo inovar a todo custo, tentar melhorar o que já existe pode ser o caminho.

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Organizações exponenciais, de Salim Smail, Michael Malone e Yuri Vaan Gest (link)

Eu comprei esse livro porque uma pessoa me disse que ele era incrível. E de fato é. O conceito de Organização Exponencial (ExO) surgiu pela primeira vez na Singularity University em 2008. Se você acha que o ritmo da inovação foi rápido nos últimos anos, este é um livro para lhe dizer que você ainda não viu nada.

Hoje, a única constante é a mudança, e o ritmo da mudança está aumentando. A concorrência não é mais a empresa multinacional no exterior, agora é o cara em uma garagem no Vale do Silício ou em Bandra (Mumbai) utilizando as mais recentes ferramentas on-line para projetar e imprimir a partir da nuvem sua mais recente inovação. Mas a questão ainda é: como você pode aproveitar todo esse poder criativo? Como você pode construir uma empresa que seja tão ágil, hábil e inovadora como as pessoas que farão parte dela? Como você vai competir nesse acelerado mundo novo? Como você vai se organizar para expandir?

Você não terá muita escolha, porque em muitos setores (e logo na maioria), a aceleração já está em andamento. O livro fala sobre 0s 6 Ds: digitalizado, dissimulado, disruptivo, desmaterializar, desmonetizar e democratizar. Qualquer tecnologia que se torna digitalizada (nosso primeiro “D”) entra em um período de crescimento dissimulado. Durante o período inicial das Organizações Exponenciais, as duplicações de números pequenos (0,01, 0,02, 0,04, 0,08) parecem basicamente como zero. Mas uma vez que eles alcançam o “joelho” da curva, você está apenas a dez duplicações para chegar a mil vezes, vinte duplicações para levá-lo a 1.000.000 de vezes, e trinta duplicações para um aumento de 1.000.000.000 de vezes. Esse rápido aumento descreve o terceiro “D”, disruptivo. E, como você verá nas páginas deste livro, uma vez que a tecnologia se torna disruptiva, ela se desmaterializa –ou seja, fisicamente, você não carrega mais um GPS, câmera de vídeo ou lanterna. Todas elas se desmaterializaram na forma de apps em seu smartphone. E quando isso acontece, o produto ou serviço se desmonetiza. É assim que a Uber está desmonetizando as frotas de táxi e a Craigslist está desmonetizando os anúncios classificados (derrubando vários jornais durante o processo). O passo final de tudo isso é a democratização. Trinta anos atrás, se você quisesse atingir um bilhão de pessoas, você teria de ser a Coca-Cola ou a GE, com colaboradores em uma centena de países. Hoje você pode ser um garoto em uma garagem que faz o upload de um aplicativo para algumas plataformas principais. Sua capacidade de atingir a humanidade foi democratizada. Nenhuma empresa comercial, governamental ou sem fins lucrativos, conforme configurada no momento, pode acompanhar o ritmo que será definido por estes 6 Ds. Para isso, será necessário algo radicalmente inédito – uma inovadora visão da organização que seja tão tecnologicamente inteligente, adaptável e abrangente (não apenas dos colaboradores, mas de bilhões de pessoas em vastas redes sociais) quanto o novo mundo em que vai operar – e, no final de tudo, transformar. Essa visão é a Organização Exponencial.

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Ted Talks, o guia oficial do Ted para falar em público, de Chris Anderson (link)

As apresentações do Ted Talks serão foram o máximo para mim. Nunca assisti uma pessoalmente, exceto uma versão Tedx não oficial, que vi em São Paulo. Mas vejo os vídeos que eles publicam e percebo que sempre são impactantes e muito bem elaborados. Então, considerando que costumo fazer palestras e que sou professora, comprei o livro pra entender como eu poderia me comunicar melhor nestas situações.

Dentre as características das apresentações de sucesso que o autor cita, comento algumas. Ele diz que quando são muito longas, podem desconectar a audiência de você e que 18 minutos tem sido um número mágico, suficiente para passar a mensagem principal sem enrolação e deixar um gosto de quero mais. Além disso, uma lição preciosa é sobre nunca começar uma palestra se auto elogiando ou lendo seu currículo, é preciso começar contando histórias para que seu público preste atenção de verdade.

Aborda fundamentos, ferramentas da palestra, processos de preparação, recursos visuais, roteiros, ensaios, figurino, cenário, voz, presença e formatos.

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A quarta revolução industrial, de Klaus Schwab (link)

O livro mostra a magnitude do que está por vir no mundo do trabalho. Em 1990 as três maiores companhias de Detroit tinham um valor de mercado de U$36 bilhões, receitas de U$250 bilhões e 1,2 milhão de funcionários. Em 2014, as três maiores companhias do Vale do Silício tinham um valor de mercado consideravelmente maior, de U$1,09 trilhão, gerado pela mesma receita de R$250 bilhões, mas com apenas 137 mil funcionários. Modelos criados para a Revolução Industrial e ainda em adaptação para a terceira revolução não resolverão novos problemas.

A Quarta Revolução Industrial é diferente de tudo o que a humanidade já experimentou. Novas tecnologias estão fundindo os mundos físico, digital e biológico de forma a criar grandes promessas e possíveis perigos. A velocidade, a amplitude e a profundidade desta revolução estão nos forçando a repensar como os países se desenvolvem, como as organizações criam valor e o que significa ser humano.

Klaus Schwab está convencido de que estamos no início de um período ainda mais emocionante e desafiador. Esta obra descreve as principais características da nova revolução tecnológica e destaca as oportunidades e os dilemas que ela representa. Ele explica que a Quarta Revolução Industrial é algo fabricado por nós mesmos e está sob nosso controle, e como as novas formas de colaboração e governança, acompanhadas por uma narrativa positiva e compartilhada.

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A segunda era das máquinas: trabalho, progresso e prosperidade em uma época de tecnologias brilhantes, de Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee (link)

Escrito por dois pensadores do MIT, revelam as forças que promovem a reinvenção de nossas vidas e de nossa economia. Conforme todo o impacto das tecnologias digitais for sentido, perceberemos uma riqueza imensa na forma de tecnologias pessoais, infraestrutura avançada e acesso quase sem fronteiras aos itens culturais que enriquecem nossas vidas. Em meio a essa riqueza, também haverá mudanças intensas. Profissões de todos os tipos — de advogados a caminhoneiros — serão transformadas para sempre. As empresas serão forçadas a se adaptar ou morrer. Os indicadores recentes da economia refletem essa mudança: menos pessoas estão trabalhando e os salários estão caindo, mesmo enquanto produtividade e lucros sobem vertiginosamente.

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Flávia Gamonar
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