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Tendências digitais
22 tendências em marketing digital a partir de 2016

Profissionais de marketing certamente saem dos bancos das faculdades ansiosos para aplicar os conhecimentos em sua rotina de trabalho. Mas o que nem sempre esperam ou estão preparados para lidar é que os cenários envolvendo marketing são extremamente dinâmicos e que novos comportamentos do público e o avanço da tecnologia podem ditar caminhos que inicialmente sequer sabemos como lid22 tendências em marketing digital que vão bombar a partir de 2016ar. E mesmo quando esse conhecimento vem das experiências práticas, do dia para a noite tudo pode mudar. O marketing digital está com os holofotes voltados para ele, já que diferente do off-line (estratégias que envolvem mídias de massa ou canais impossíveis de mensurar), com ele é possível ir muito além.

Estratégias envolvendo mídias sociais e automação de marketing podem ser consideradas novas habilidades, conceitos e tecnologias. Dominá-las não é tarefa fácil. O profissional desta área já entendeu que é preciso atualizar-se constantemente por meio de cursos, livros e estudos a parte. A grande verdade é que o marketing renasceu das cinzas, de um passado próximo no qual ele era sinônimo de apenas produzir materiais impressos ou anunciar em mídias de massa (no máximo apoiando vendas), para se tornar um marketing extremante focado no consumidor e caminhando junto com vendas, um verdadeiro  devorador sagaz, que a cada dia abocanha novos caminhos e precisa acompanhar as tendências para que o negócio e a marca não fiquem para trás.

Em primeiro lugar é preciso entender que analisar o comportamento do consumidor é a porta de entrada para obter respostas sobre o que você deve considerar para seu planejamento estratégico de marketing não só para 2016, mas daqui em diante, de modo geral. Parece óbvio em alguns casos, mas você realmente sabe quem é seu público? Garanto que nem sempre. Há casos e casos de marcas que durante meses direcionaram suas estratégias para um suposto público, mas que nunca se atentarem em, por exemplo, abrir as estatísticas de sua página no Facebook para verificar se quem consumia os conteúdos era realmente aquele perfil. Conheço histórias de marcas que depois que fizeram isso entenderam que estavam falando com homens, quando 80% da entrega e do engajamento acontecia para um público formado por mulheres. Além disso, descobrir aond aonde ele está, o que ele gosta, como ele consome, quais são suas dores e que tipo de conteúdo as alivia, são fundamentais para planejaro que fazer. Fugir disso é perder competitividade e morrer aos poucos.

Mas quais são as tendências de marketing que vão conduzir conversas e conversões em 2016? Preparei um guia completo sobre tudo o que você precisa ficar de olho neste sentido.

1) Dominar todos os termos será o básico

Quem veio do marketing off-line (ou outbound) vai encontrar um gigantesco mundo envolvendo o marketing digital. Eu confesso, existe muito a ser entendido, dominado e colocado em prática, tanto que muitas vezes paro para respirar e me indago se é possível mesmo ficar por dentro de tudo. A verdade é que é importante sim ter uma boa noção do que move o marketing digital atual, principalmente se você gerencia uma equipe. Mas a partir de agora a equipe toda precisa estar por dentro de tudo isso, já que as estratégias se complementam. Na equipe cada um terá um foco e especialidade, mas entender o por quê as coisas acontecem ou devem acontecer é essencial. Se marketing digital é algo novo para você, entrego a primeira dica: é preciso se familiarizar com uma porção de termos.

O ROI – Retorno sobre o investimento

Eu diria que prioritariamente é preciso entender que as estratégias são pautadas pelo ROI, ou seja, o retorno sobre o investimento, que permite entender a eficácia de cada campanha particular ou de parte de um conteúdo. O ROI pode inclusive escancarar a necessidade de aumento do orçamento de marketing. Por outro lado, você será cobrado por cada centavo que for investido. Rastrear ROI de cada atividade não é uma tarefa fácil, principalmente porque envolve uma porção de coisas da própria equipe de marketing e também da equipe de vendas. Neste sentido o uso de softwares como CRM e plataformas de automação de marketing e de análise de dados vão te ajudar. De modo geral, é preciso existir formas de entender quantas vezes ou impacto positivo foi gerado com o orçamento aplicado, tudo vai depender do seu objetivo. Nem sempre o objetivo é vender mais, pode ser necessário investir um período primeiro para só depois colher os frutos, principalmente quando falamos em marketing de conteúdo ou estratégias envolvendo a marca, que podem ter o objetivo de educar o mercado ou tornar-se referência em um segmento, não significando necessariamente resultados em vendas diretas e imediatas. A Hubspot oferece uma calculadora de ROI on-line.

SEO e outros milhares de termos

Mas além de ser um dos termos que você deve dominar e que estará presente fortemente em seu dia a dia de marketing digital, é importante dizer que existem outros, que como ele não apenas um termo, podem ser métricas. Algumas dessas métricas não serão entendidas adequadamente sem decifrar primeiro o que for termo, como é o caso do SEO, um conjunto de técnicas, métodos e/ou estudos que visam melhorar o posicionamento de suas páginas no mecanismo de busca, que implica em otimização da estrutura em si da página, mas também do conteúdo, que deve ser relevante, de qualidade, completo e agradável de consumir.

Um bom SEO vai ajudar seu site ser encontrado em buscadores, principalmente de forma orgânica, ou seja, sem precisar pagar. Eis aqui outro termo que você precisa ter em mente, a diferença entre orgânico e patrocinado (ou seja, envolvendo mídia paga).

Cabe lembrar que o Google pode mudar seu algoritmo a qualquer momento e o que hoje tem funcionado para você, pode ser diferente amanhã e seu tráfego pode ser drasticamente cortado dependendo de como ele for atualizado. Para evitar que isso aconteça o ideal é investir em aquisição de tráfego de várias fontes confiáveis.

Mas os termos são vários e a intenção deste artigo não é ensinar um por um, mas de modo geral, você precisará dominá-los: CPC (custo por clique), CTR (taxa de clique), inbound marketing (estratégia focada em conteúdo), LFV (lifetime value), CAC (custo de aquisição de cliente), landing page (uma página otimizada estrategicamente para vender um produto ou serviço, cujo conteúdo é confeccionado em forma de funil, que direciona o usuário para uma outra página final, onde o usuário efetuará uma compra ou assinará um serviço). O universo dos termos de marketing digital é gigantesco!

O tal do “novo” marketing

Outro dia escrevi um artigo sobre “8 lições de Kotler sobre o marketing”, que de modo geral explica que estamos vivendo uma nova era.  Marketing agora não é mais um mero departamento. Além disso, valorizar publicidade explícita e não se preocupar de verdade com seu cliente, podem levá-lo ao fracasso. A estratégia agora inclui ações envolvendo a marca, que precisa cultivar inclusive ações de responsabilidade socioambiental, por exemplo, e conteúdo que entregue valor ao cliente.

2) Conexões com pessoas e humanização das marcas será essencial

Agora é preciso realmente se importar com seu público, ou seja, seus clientes, potenciais clientes e os que se tornam fãs. Sim, a marca que tem fãs ganha admiradores apaixonados, que sabem tudo sobre ela (muitas vezes mais que a própria empresa ou equipe) e é capaz até de defendê-la. Como não se importar isso? A tendência agora é ser realmente humano, porque em algum momento do marketing perdemos isso e começamos a produzir publicidade chata, explícita, intrusiva, falsa, que não criava conexão com as pessoas. As mídias sociais deram vozes para as pessoas e agora eles sabem tudo o que quiserem sobre um assunto. Se a marca não for o que diz ser, eles vão perceber, vão descobrir e vão rejeitá-la. Os conteúdos agora devem ser escritos para essas pessoas, é preciso entender de verdade o que elas buscam, o universo que envolve a marca, a linguagem e o estilo de vida desse público. Sem se importar com tudo isso não pode existir conteúdo que vai entregar valor de verdade e a conexão e a humanização não vão acontecer. As postagens agora precisam ser verdadeiras, leves, e a equipe de marketing precisa saber lidar rapidamente com as interações, valorizando-as, captando insights, sacadas e oportunidades para em seguida interagir com o público.

3) O “lowsumerism” estará ainda mais em alta

Para traçar estratégias que funcionem você precisa estar por dentro do que tem acontecido no mundo de forma geral. Se vivíamos a cultura do excesso, do consumismo, iniciando na Revolução Industrial, cuja propaganda aumentou o desejo de consumir e o crédito possibilitou a compra, agora já se pode ver um novo movimento, totalmente oposto: o Low consumerism ou Lowsumerism.

Trata-se de um movimento de consumo consciente, cujo objetivo é quebrar o círculo vicioso do consumismo, apoiando-se em atitudes como pensar antes de comprar, procurar alternativas menos impactantes para o meio ambiente, como consertar, compartilhar ou fabricar e viver apenas com o necessário. É possível ver essa tendência na própria economia compartilhada, que está tão alta. Talvez você já use este novo modelo em algum momento e não saiba que ele tem esse nome, mas descubra neste artigo que Tripda, EatWith e AirBnB são exatamente isso: economia compartilhada, botar pra rodar algo que poderia estar parado,como uma vaga em um carro, um quarto na sua casa, um equipamento que você não usa e passa a alugar. Sem entender esses movimentos e novos modelos fica difícil traçar estratégias, afinal, se as pessoas querem comprar menos, como é que você vai vender?

4) Estaremos ainda mais conectados, saturados de conteúdos e vão competir por nossa atenção 

Profissionais de marketing precisam sempre se lembrar que o avanço das tecnologias e a o crescimento do número de smartphones agora faz com que estejamos sempre conectados. Não existe mais aquela de “vou entrar na internet”, já estamos lá o tempo todo. Olhamos para nossos celulares aproximadamente 150 x ao dia, isso quando não estamos falando sobre pessoas viciadas, que facilmente chegam a olhar 300x ao dia. Se estamos mais conectados, acabamos precisando e exigindo mais conteúdos e como existe mais gente usando e produzindo, temos muito conteúdo competindo por nossa atenção. Diante de tanta concorrência, para que alguém perca tempo lendo seu conteúdo, ele realmente precisa chamar a atenção e realmente precisa ser bom e entregar valor a quem lê. Isso reforça mais uma vez que publicidade explícita não funciona mais. As pessoas querem saber quem é você antes de comprar algo seu, querem se sentir abraçadas, importantes, querem comprar quando sentirem que está na hora e pra isso, eu filho, é preciso conteúdo que a faça ter esta certeza.

Este fato aponta outra necessidade, pode ser preciso um orçamento maior de marketing para fazer seu conteúdo chegar até seu público. De acordo com a Web Strategies Inc, existe uma previsão de aumentar o orçamento total de marketing em 35% em 2016 e os comerciantes estão priorizando a contratação de conteúdo de marketing acima de todas as outras necessidades de marketing.

Você compete com as fotos bonitinhas de bebês, cachorros e gatos. O mundo tornou-se silenciosamente barulhento em nossos smartphones. Uma saída para conseguir produzir tanto conteúdo bom é apostar em colaboração, parcerias e derivação de conteúdos maiores para menos e vice-versa.

5) Mobile a partir de agora é a primeira tela

Sinto lhe dizer que se sua estratégia não está pensando em mobile, ela já está morta. Se seu site não é responsivo, esqueça: o próprio Google penaliza sites desse tipo há alguns meses. Se antes a TV era chamada de primeira tela, agora facilmente deixamos em segundo plano, enquanto ficamos vidrados no smartphone, que teria se tornado a primeira tela. Os conteúdos são fortemente consumidos via mobile e se o seu site ou estratégia de modo geral não estiver pensando nisso, você terá sérios problemas. Veja este relatório da comScore sobre o Cenário Multi-Plataforma no Brasil, lançado este ano. Em resumo, o mobile já representa a maior parte do tempo gasto online pelos brasileiros e se você quer atingir a geração dos millennials, saiba que dois terços deles estão consumindo conteúdo digital através do mobile.

Será preciso planejar bem a navegação, os conteúdos deverão ser facilmente lidos, deverão existir call-to-actions claros, com botões em tamanho confortável e para ligar para o lugar não deverá ser preciso digitar o número ou procurar no Maps, tudo estará integrado e será ativado com um clique.  Uma novidade é que agora desenvolvedores podem integrar o botão do Uber em seus aplicativos, dessa forma será possível clicar para “ir até lá com um Uber”, ativando a solicitação de um carro de forma integrada à navegação.

6) Não haverá distinções ou limites entre on-line e off-line

Não existe mais essa de “vida real” e vida na internet. Agora é tudo junto e misturado. O que se faz ou se posta na internet diz muito sobre o que uma pessoa ou marca é. As estratégias de marketing e vendas devem considerar isso. Se uma marca está na internet ela tem o dever de interagir e responder. Se alguém se interessa por um produto de um post e faz uma pergunta sobre ele ou quer comprá-lo mesmo morando em outro estado, é preciso modificar formatos. Neste sentido, lojas físicas precisarão se reinventar e vão precisar considerar ter uma loja virtual, assim como a loja virtual poderá se apoiar na loja física. Falei um pouco sobre isso em um artigo que viralizou, veja aqui.

7) Omnichannel vai crescer e o e-commerce vai se reinventar

Uma experiência integrada ao cliente será indispensável. Os consumidores hiperconectados tem expectativas bem mais altas. Os comerciantes precisarão prever e entender as necessidades deles e oferecer melhores experiências. Com o omnichannel é possível uma plataforma única e centralizada que envolve gestão de clientes, fluxos de dados digitais, ferramentas de análises poderosas e mensagens e ofertas personalizadas. Aqui existe uma convergência desses dados, que incluem perfis de clientes, localização, histórico de compras, canais e dispositivos diferentes e informações que possibilitam diálogos dinâmicos com eles.

Além disso, as compras não serão realizadas apenas por lojas virtuais convencionais, mas pelas próprias mídias sociais. Pintesrest e Instagram lançam botão de compra e o Messenger do Facebook será usado para comprar online e rastrear pedidos.

8) Influenciadores falarão sobre sua marca

As mídias sociais estarão tão cheias de conteúdos, memes, virais, vídeos, citações, que será cada vez mais difícil competir. Será necessário focar-se em nichos e comunidades para atingir seus clientes. E isso poderá ser feito  por meio de influenciadores em marketing ou em uma determinada área, por meio do estabelecimento de parcerias com para espalhar sua mensagem. Esses influenciadores ou blogueiros de nicho já estão fazendo isso, eles podem twittar sobre você, sua marca ou o seu conteúdo, pois possuem não só o alcance, mas credibilidade e confiança, e as empresas estão dispostas a pagar por essa atenção.Uma pesquisa do Grouphigh se aprofundou neste tema a fim de entender melhor a relação entre conteúdo patrocinado por influenciadores e marcas.

9) Não haverá como fugir de publicidade paga: o alcance orgânico será ainda menor

Com a diminuição do alcance orgânico em mídias sociais, o padrão será pagar para que seu conteúdo ou marca apareçam. Este é o negócio deles, afinal.  De acordo com a Forrester Research, posts em uma página do Facebook são exibidos a apenas 16% de seus fãs. No Twitter, o tweet média só atinge cerca de 10% de seguidores apenas. Anúncios e otimização deles no Facebook, no Instagram, no Google Adwords serão essenciais e profissionais que entendam profundamente do assunto e se foquem nisso serão cada vez mais necessários. Alcançar seu público sem pagar será cada vez mais difícil, principalmente envolvendo plataformas emprestadas, como é o caso das mídias sociais como o Facebook e Instagram.

10) Tecnologia vestível vai ditar novas possibilidades

Daqui em diante não se assuste: tecnologia vestível estará cada vez mais presente em nosso dia a dia. Um exemplo? Um relógio smartphone, um chapéu, calças, sapatos e até camisas capazes de se comunicar com a web. Tudo isso significa um novo canal para os profissionais de marketing digital, que precisam entender seus formatos, funcionamento, possibilidades e estratégias que podem ser aplicadas.

11) Internet das coisas estará cada vez mais presente

Além da tecnologia vestível, temos a internet das coisas, que vai adicionar uma camada de serviços em objetivos e equipamentos do seu dia a dia. Imagine uma geladeira que se conecta à web e faz o pedido de itens que estão faltando? São novas possibilidades de se envolver com seus clientes.

 

12) Vídeos vão dominar o pedaço

2016 será o ano dos vídeos. Posts com vídeos já engajam muito mais do que aqueles contendo apenas imagens ou texto. O Youtube é o segundo maior buscador depois do Google. Assistir vídeos pela internet será cada vez mais comum e quase dois terços do tráfego da internet será baseado em vídeo.

Conteúdos mostrando processos de produção, backstage ou tirando dúvidas vão fazer sucesso. Vídeos que se duram determinado temi no ar, como no Snapchat e a possibilidade de streaming via Periscope estão ampliando as formas de oferecer conteúdo à sua audiência e se fortificarão como ferramentas para negócios.

De acordo com a comScore, o Snapchat está deixando para trás Twitter, Pinterest, Google+, Vine e Tumblr, e chama a atenção em seu relatório de 2014, pois o aplicativo social já é a terceira ‘rede social’ mais utilizada pelos Millennials norte-americanos, na faixa etária entre 18 e 34 anos.

13) Robôs vão automatizar ainda mais o marketing, o conteúdo, o envio de emails e as postagens em mídias sociais

Ferramentas de automação de marketing entregarão conteúdo de modo automático e segmentado para os seus diversos perfis de audiência. Informações sobre os visitantes são registradas e permitem estabelecer novas estratégias para envio de conteúdos que os levem a um novo estágio do funil de vendas, de modo a ajudá-los a se aproximar cada vez mais de fechar um negócio com você.

Ainda produzimos a maioria dos conteúdos manualmente, de forma humana. Mas a partir daqui nascem novas possibilidades, conteúdos já podem ser escritos de forma automático, escritos por robôs. A grande demanda, combinada com a tecnologia cada vez mais sofisticada, está começando a criar uma nova indústria de narrativas automatizadas. O sueco Sverker Johansson criou um programa que já escreveu 2,7 milhões de artigos. Ele é o autor que mais contribuiu para a Wikipédia: 8,5% dos artigos que estão lá são contribuições dele. Vale ressaltar que na Wikipédia, metade de todas as edições é feita por robôs. Uma possibilidade é escrever sobre produtos da empresa de forma automática. Leia mais sobre isso aqui.

Essa possibilidade não se refere apenas à geração de conteúdos. Robôs já podem automatizar ações e fazê-las em grande escala. Sequências de e-mails planejados para serem disparados dependendo da ação ou estágio do cliente é um destes exemplos. Tweets e posts em mídias sociais de modo geral podem ser carregados, programados e automatizados, sendo possível publicar uma única vez em uma plataforma, que distribui o conteúdo para outras. Ajustes automáticos em campanhas envolvendo publicidade paga é outra ação possível por causa desta inteligência e automação, lances podem ser reajustados automaticamente, conforme o desempenho.

14) Location-Based Marketing Technology vai permitir novas estratégias de marketing

Novas tecnologias se fortificarão como possibilidades para criar novas experiências interativas.São aqueles baseados em localização como iBeacons e RFIDs. iBeacons são transmissores pequenos e baratos que usam Bluetooth Low tecnologia Energia (BLE) para detectar dispositivos nas proximidades, eles podem ser instalados em lojas e áreas de merchandising e conectados a um aplicativo instalado no smartphone do usuário possibilitar o envio de conteúdos e ofertas direcionadas. Podem ainda ajudar os participantes de um evento permitindo realizar inscrições em palestras e sessões e integrar o LinkedIn, conectando os participantes daquele mesmo local. Leia mais sobre beacons neste artigo que escrevi. 

Já o RFID, (Radio Frequency Identification) é um pequeno dispositivo electrônico que contém um chip e uma antena, proporcionando uma identificação única para uma marca. Pulseiras RFID, cartões, e aplicativos permitem que os participantes de um evento interajam de novas maneiras. Organizadores de evento podem permitir que os visitantes compartilhem sua experiência com seus amigos online, tudo baseado em localização e permitindo interações em tempo real.

15) A realidade virtual vai oferecer novas experiências antes da compra

Tecnologias de realidade virtual, como o Óculos Rift, terão um impacto na maneira como consumidores poderão ser envolvidos. Poderão ser usados para contar histórias, personalização e experiências 360 graus.

16) Experiência de uso e sucesso do cliente serão vitais

Cada vez será mais necessário o real envolvendo de equipes para desenvolver produtos cada vez melhores e que encantem. Trabalhar na experiência de uso é fundamental para isso. Não bastará mais que o desenvolver construa o site, mas que ele tenha a visão de marketing para entender aonde posicionar vídeos, textos e call-to-actions estratégios, que levem à conversão. Ferramentas podem ser integradas para entender mapas de calor (ou seja, locais mais acessados e clicados) ou para assistir a navegação do cliente na página e entender em que ponto o conteúdo se torna chato ou quando ele desiste e vai embora, gerando ações para melhorar esta experiência. Além disso, cuidar com mais afinco do pós-vendas fará parte da estratégia de marketing, que não se preocupará mais em apenas vender, mas em continuar entregando valor e encantando o cliente por muito tempo. Já existem empresas com equipes focadas em customer success em diversas empresas pelo mundo.

17) Anúncios explícitos e não segmentados serão cruelmente bloqueados

Os consumidores não aguentam mais publicidade explícita pulando em sua cara. Ferramentas para bloquear publicidade automaticamente serão cada vez mais frequentes. Somente a publicidade segmentada e relevante terá possibilidade de aparecer. Qualquer experiência que envolva interrupções e ofertas sem noção serão ignoradas ou massacradas.

18) E-mails serão cada vez mais personalizados, segmentados e escritos em um tom pessoal 

Se antes listas imensas de emails eram usadas para enviar propaganda em massa, não segmentada e fria, agora será preciso conquistar seu público com conteúdo relevante que o faça entender que você é confiável. Se ele entender isso, lhe dará permissão para falar com ele e vai lhe pagar com dados: ou seja, vai te dar o email dele e permitirá que você envie conteúdos para ele, sempre de forma segmentada. Os e-mails serão escritos sempre em tom pessoal e leve, mesmo que para isso sejam usadas ferramentas para enviá-los. Nada de enviar publicidade explícita ou conteúdos que aquele público não quer ler.

19) Novas carreiras e horários de trabalho vão surgir 

Surgirão novas funções e carreiras em marketing. Assim como já existem profissionais focados em sucesso do cliente e outros focados em Growth hacker, algo novo no Brasil, mas consolidado lá fora, responsável por fazer crescer o número de usuários de um produto ou serviço utilizando algum tipo de metodologia que possa ser testada e escalada, utilizando para isso estratégias de search engine marketing, Google Adwords, Facebook Ads, Instagram Ads, mobile, marketing de afiliados, TV, celulares, rádio, aquisições virais, content marketing, e-mail marketing, entre outros. Profissionais focados em produção de conteúdo também serão cada vez mais necessários.

Novos formatos e horários de trabalho serão necessários, visto que o modelo das 8h às 18h não será o ideal dependendo do tipo de produto e público-alvo. Pode ser necessário ter alguém interagindo nos canais da empresa no sábado de madrugada ou moderando comentários e gerenciando crise em um domingo a tarde.

20) Será difícil encontrar profissionais: eles vão migrar de área ou precisarão ser treinados

Com a velocidade das transformações e da dinâmica do marketing, as universidades não serão sinônimo de formar profissionais que dominem tudo o que mercado requer. Eles precisarão ser treinados para a estratégia e poderão vir de outras áreas. Uma tendência sobre a qual já escrevi é a do jornalista migrar pra a área de produção de conteúdo para marcas.

21) Big data e análise preditiva de dados terão especialistas focados

Dados poderão ser cada vez mais analisados de forma refinada para planejar estratégias, identificar público-alvo e falar com eles. Dados não estruturados colhidos pelas diversas plataformas que usamos, como o caso do Facebook, serão usados para segmentar publicidade e entregar conteúdos. A partir de 2016 estes dados serão ainda mais incorporados em nossa rotina de profissionais de marketing e vão auxiliar em análises e decisões envolvendo estratégias.  Os dados que a web fornece poderão determinar o que funciona ou não. Testes A/B demonstrarão que tipo de página converte mais. Existirão cientistas de dados, focados em analisá-los e criar estratégias a partir deles.

22) Pensar global será inevitável 

Sua concorrência não será mais local apenas. Lojas virtuais permitirão que qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo compre o que deseja. O mundo poderá ser alcançado por um post no blog ou um tweet facilmente e ferramentas de tradução automática vão acabar com as barreiras envolvendo idiomas. Que estratégias você vai adotar para seu negócio nesse sentido?

Estamos preparados?

Flávia Gamonar
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