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Marketing de conteúdo
5 motivos para rever o marketing do seu negócio

Segundo Alvin Toffler, a civilização humana pode ser dividida em três ondas: a primeira, da sociedade agrícola em que o capital mais importante era a terra. A segunda foi a era industrial, que se seguiu à Revolução Industrial na Inglaterra e no restante da Europa, focados em máquinas e fábricas. A terceira é a Era da Informação, em que mente, informação e alta tecnologia são tipos de capital essenciais ao sucesso. Estaríamos ingressando na quarta onda, voltada para a criatividade, a cultura, a tradição e o meio ambiente. E o marketing estaria caminhando neste sentido também.

O core do marketing

De modo sucinto, o Marketing gira em torno de três disciplinas importantes: gestão de produto, gestão de clientes e gestão de marca. Esses conceitos evoluíram do foco na gestão de produtos nas década de 1950 para o foco na gestão de cliente na década de 1970, chegando por fim ao foco em gestão de marcas na década de 1990.

Como o marketing começou

Inicialmente o marketing era visto apenas como uma entre várias funções importantes de apoio à produção, ao lado dos recursos humanos e finanças. A função principal do marketing era gerar demanda de produtos. Foi Neil Borden que cunhou a famosa expressão “mix de marketing” e Jerome McCarthy apresentou os 4 P´s, que explicavam as práticas genéricas de gestão de produto vigentes na época: desenvolver um Produto (product), determinar o Preço (price), realizar a Promoção (Promotion) e definir o Ponto (Place) de distribuição. Mas de uma hora para outra tudo mudou quando a economia dos Estados Unidos foi atingida pela estagflação provocada pela crise do petróleo na década de 1970. E por isso apenas os 4 P´s não eram mais suficientes como estratégia. Outros P´s surgiram e se juntaram aos tradicionais: Pessoas, processos, provas físicas, opinião pública e poder político.

As transformações do marketing

Conforme os anos passaram o marketing deixou de ser apenas tático e a introdução do modelo de marketing estratégico marcou o nascimento do marketing moderno, passando de sua versão inicial 1.0 até ao momento atual: o marketing 3.0.

Em 1989 tivemos o ponto da virada para a globalização e foi nesse momento também em que o marketing sofreu uma virada. Junto veio também a internet, o networking entre seres humanos, a computação em rede que permitiu maior interação e facilitou o compartilhamento de informação. Para dar conta dessas mudanças os profissionais de marketing se viram diante da necessidade de focar em emoções humanas e introduziram novos conceitos, como o marketing emocional, o experimental e valor de marca.

Já escrevi sobre como o marketing passou de coadjuvante para o coração do negócio outra vez.

O marketing 3.0 de Kotler

Kotler é um dos grandes nomes do marketing e em seus livros o vemos falando sobre o novo marketing. Em outro post eu escrevi sobre 8 lições dele neste sentido e é indispensável entender o que tem acontecido nesta área.

O marketing 3.0 é influenciado pelas mudanças no comportamento e nas atitudes do consumidor e demanda abordagens mais colaborativas, culturais e espirituais. Os consumidores de hoje são bem informados, tem acesso a muito conteúdo, usam mídias sociais e estão conectados à internet 24 horas por meio de seus smartphones. As preferências deles são muito variadas e o profissional de marketing precisa segmentar o mercado e desenvolver produtos superiores para um mercado-alvo específico.

Nesse novo marketing estamos voltados para os valores e em vez de tratar as pessoas como consumidores apenas, tratamos como humanos plenos, com mente, coração e espírito.

No entanto, muitos profissionais e empresas ainda estão vivendo o marketing 1.0 e o 2.0. Para entender como o marketing precisa se atualizar nas empresas eu vou contar uma historinha.

Como era antes:

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Escassez de conteúdo e informação

Antes não havia opção de escolha. Nos reuníamos em frente à TV para assistir ao mesmo canal e no dia seguinte falávamos sobre o mesmo assunto no trabalho e na escola. A informação era escassa e só tínhamos acesso à ela por meio dos professores, depois pelos livros e barsas.

Como é hoje:

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Hiperconexão e excesso de informação

Hoje existe abundância de informação, que está se transformando em excesso. Estamos hiperconectados e todos esses conteúdos competem por nossa atenção. A partir disso podemos entender que atenção passa a valer mais que dinheiro e que o marketing das empresas precisa urgentemente ser reinventado.

A publicidade explícita que esfrega o produto na cara do cliente e só quer vender não tem mais vez. As formas tradicionais de anunciar em TV e outdoor são cada vez menos usadas, porque não permitem segmentar e mensurar. Os anúncios nos sites serão cada vez mais bloqueados de forma automática. E diante de tudo isso os negócios começam a se perguntar o que farão para conseguir falar com seu público.

 

Baseando-me nisto, listo 5 razões pelas quais você deveria rever o marketing do seu negócio, confira:

1) Seu site é apenas um site 

É muito comum que um website seja desenvolvido por alguém que saiba programar. Nem sempre existe um planejamento, um projeto, uma estratégia por trás das páginas. Não envolveu a visão de um profissional de marketing ou de estratégias para otimização e conversão, ele é apenas um site bonitinho que está no ar e você chega a pensar que esse é o papel dele mesmo e que só um vendedor pode ser capaz de vender, nunca um site. Mas a verdade é que existe muita diferença entre um site comum e um site planejado por alguém de marketing especializado em otimização e conversão. Sim, seu website pode quase vender por você se for feito do modo correto.

2) Você não entrega conteúdo bom e relevante

Um site estanque, sempre igual. No máximo um perfil no Facebook que só posta links de outros lugares. Mas conteúdo seu mesmo, não existe. Você apenas anuncia seu produto e espera que comprem de você, é como pedir alguém que você acabou de conhecer em casamento: como ganhar a confiança de alguém que acabou de te conhecer? Esqueça. Com tanto conteúdo bom competindo, se você tiver conteúdo próprio e estratégico, considerando os diversos perfis de audiência, vai ficar para trás.

3) Você sequer sabe com quem está falando

Você nem tem ideia de quem é seu perfil de cliente. Você acha que vende pra todos e qualquer um e não sabe nem mesmo que linguagem utilizar. Aliás, você às vezes é clichê, antiquado e formal demais por conta disso. Você até tenta postar, mas ninguém comenta ou curte. Seus produtos são anunciados de forma seca e extremamente técnica e nada tem funcionado.

4) Você quer obrigar que comprem de você

Você anuncia e se frusta porque tudo o que quer é vender usando uma estratégia que foi usada há décadas. Você acredita que todo mundo que chegar até você saberá quem você é, entenderá o que você faz e vai comprar na hora. Não é bem assim, viu?

5) Você não é visto como referência em sua área

Ninguém te conhece, ninguém confia em você, você é só mais um na imensa internet. Mas a verdade é que pra que alguém queira comprar de você precisará vê-lo como referência e confiável. Em termos gerais, hoje é sobre ser um fazedor e posicionar desta forma. As pessoas percebem o que é verdade e o que é mentira.

O que minha experiência me mostrou

Quando um cliente me contrata para rever sua estratégia de marketing eu gosto de primeiro analisar o terreno atual. Uso ferramentas poderosas para analisar o que acontece, replanejo o website para que ele funcione de forma estratégica e conversora e inclusive reformulo a comunicação do produto. Não basta sair fazendo anúncios pagos ou criando perfis em mídias sociais, porque as estratégias e as plataformas precisam se complementar. É por meio dos conteúdos densos que crio no contexto do negócio que ele consegue se posicionar como referência, educar o mercado e assim ganhar um cliente, que vai perceber um real empenho e a vontade de tratá-lo não como número, nem só como consumidor, mas como gente, humano pleno que quer uma solução real, sem publicidade interruptiva.

O marketing de conteúdo tem sido uma estratégia incrível nos últimos meses. Se funciona? Ele não é milagre e demora alguns meses para engrenar, mas cada vez que vejo os resultados de meus clientes quase não consigo crer. Em um deles dobramos o número de leads de um mês para o outro por conta dos conteúdos relevantes que oferecemos. Neste caso trabalhei os conteúdos, mas também a otimização do website, pude assistir tudo o que assistia nas páginas e encontrei o que não estava funcionando: convertemos mais porque nosso cliente encontrou o que buscava, não ficou perdido e teve uma boa experiência de usuário.

Este é o caminho do novo marketing.

Flávia Gamonar
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