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9 dicas para escrever melhores textos e artigos científicos

Dar aula de metodologia do trabalho científico não é fácil. Além de ser uma disciplina pesada e teórica, eu preciso conhecer sobre vários assuntos para poder ajudar os alunos a definirem seus temas de modo assertivo. Compartilho neste artigo alguns trabalhos que estou orientando no momento e também diversas dicas sobre como escrever textos e artigos incríveis.

Como escrever bons artigos?

Por mais que você ensine as técnicas sobre como delimitar o tema de uma pesquisa, definir um problema que o guie para a escrita, hipóteses que apoiem sua teoria e, por fim, objetos gerais e específicos, a grande sacada da escrita não está no formato em si.

Aliás, se o seu problema for formatar um texto para atender a um determinado objetivo de pesquisa ou publicação ou, ainda, encontrar a forma correta de citar autores e referência em seu trabalho, já existem softwares que fazem isso de forma automática.

A partir dai, não existe solução mágica que escreva por você. É preciso sentar e pacientemente discorrer sobre o assunto. Neste sentido, criar checklists pode ajudá-lo demais!

Ao escrever um texto é preciso colocar-se no lugar de seu leitor, de sua audiência. Quem trabalha com marketing focado em conteúdos precisa produzir conteúdo para esses diversos perfis de uma forma inteligente e bem pensada. Quem vai escrever um artigo científico precisa dar informação suficiente para o leitor compreender aquele assunto, mas se o artigo tiver 8 páginas, apenas, não é possível aprofundar muito e o ideal é ir direto ao ponto.

Para escrever bons textos também é preciso inovar. Tente escrever sobre algo de uma forma diferente, assuma um tom um pouco mais pessoal, fuja de receitas de bolo e ideias clichês. Para inovar em alguma coisa é preciso inovar a si mesmo primeiro.

Quando estou orientando meus alunos sobre como escrever seu trabalho, friso o tempo todo que além de definir tema e objetivos, por exemplo, é preciso escolher títulos bem delimitados, com verbos que expressem o real objetivo e o cumprimento da promessa da pesquisa.

Retomo a importância do colocar-se no lugar do leitor e entender quanta informação ele precisa para situar-se, ainda que minimamente em um assunto. É preciso contar uma história que tenha lógica e sempre é possível tornar amigável até mesmo o assunto mais técnico que possa existir.

Algumas dicas práticas:

1) Títulos: precisam fazer referência ao assunto realmente abordado no seu texto. Não prometa no título algo que você não vai cumprir. Se estiver escrevendo para blogs o ideal é que fiquem em torno de 55 caracteres no máximo. O Linkedin também sugere um tamanho máximo. Títulos muito longos não aparecem de forma correta e não conseguem sintetizar um assunto

2) Frequência: quanto mais você escreve, melhor você vai escrever

3) Não copie, seja original: quer moleza? Senta no pudim! 😀 Para alcançar resultados bons seja você mesmo e não copie. Se for um trabalho científico, pior ainda! Lembre-se que deve ser original e ter fontes seguras citadas, que embasem o trabalho.

4) Leitura: para escrever de forma relevante é preciso ser uma pessoa informada, que lê bastante. Isso vale para textos no Linkedin e para textos científicos. Se você não tem informações ou novos conhecimentos fica difícil articular ideias. No texto científico você precisa fazer uma conexão entre as suas referências dizem e as suas ideias e nesse tipo de trabalho você jamais poderá basear-se em opiniões e gostos pessoais ou achologia. Sua referência bibliográfica precisa sustentar seu trabalho

5) Formatação do texto: vale principalmente para blogs e Linkedin. Se você não der atenção à formatação de seu texto a leitura torna-se cansativa. Use negrito, aspas, listas e parágrafos curtos para conseguir esse objetivo. As pessoas geralmente batem os olhos bem por cima de um texto para escanear em poucos segundos se aquilo lhe interessa. Se for difícil fazer isso a pessoa não vai ler seu texto

6) Use links: em blogs e no Linkedin é muito interessante que você cite artigos relacionados ou complementares e de outros sites. Eu costumo linkar meus próprios textos por aqui para oferecer ao meu leitor mais conteúdos que possam interessá-lo, de acordo com o texto que ele leu. Essa dica não vale pra artigo científico, ok?

7) Use fontes confiáveis e seguras: na pesquisa científica o trabalho só tem valor e peso se for baseado em referências comprovadas e reais, não se pode citar nada que venha de qualquer lugar e não se pode achar nada sobre aquele tema. O mesmo vale para Linkedin e blogs, cite sempre boas fontes

8) Não seja o desesperado por retorno: se você escreve apenas esperando curtidas ou reconhecimento, esqueça. É preciso fazer isso com paixão e escrever sobre o que você gosta ou domina. Se todos os seus textos servirem apenas pra tentar empurrar ou vender um produto seu, rapidamente as pessoas deixaram de acreditar que você é confiável

9) Tenha paciência: até que um perfil ou blog se torne relevante leva algum tempo. Se estamos falando de Linkedin é preciso que sua rede cresça sempre. À medida em que alguém curte ou comenta um artigo seu, novas pessoas são alcançadas. Já no blog, se os textos são bem escritos e relevantes, aos poucos os buscadores começam a encontrá-lo de forma mais efetiva e, assim, a busca orgânica (aquela natural, não patrocinada) também alcança melhor e traz novos visitantes ao seu conteúdo. Mas lembre-se sempre que se o visitante for atraído para seu conteúdo por meio de uma promessa contida no título e ela não for cumprida, em poucos segundos o leitor vai embora. Se isso acontece em um blog, sua taxa de rejeição aumenta. Se isso acontece no Linkedin, você deixa de alcançar as pessoas corretas e fica “queimado”.

 

Flávia Gamonar
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