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Como é meu trabalho?
Bruno Scartozzoni: da Administração pública até se tornar um especialista em Storytelling

Como é que ele começou a trabalhar nesta área? É certamente a pergunta de muita gente sobre profissionais reconhecidos em suas áreas no Brasil. Para entender melhor a história por trás dos bastidores destes profissionais, a série “Como é meu trabalho” pede que eles nos contem como é que foram trabalhar lá e como é sua rotina de trabalho. Desta vez falei com Bruno Scartozzoni para saber mais de seu trabalho, de graduado em Administração Pública para um dos maiores especialistas em Storytelling no país.

Bruno mora em Brasília há 4 anos, mas nasceu, estudou e desenvolveu grande parte de sua carreira em São Paulo. Sua rotina envolve estar um pouco aqui e ali, afinal, sua família e cachorros ficam em Brasília, mas 70% de seus clientes estão em São Paulo. A escolha pela mudança de cidade foi baseada na busca pela qualidade de vida e também para mudar um pouco os ares.

Aos dezoito anos Bruno sabia apenas que gostava de filmes, quadrinhos e videogames, queria de algum modo estar perto dessas coisas, mas quando precisou escolher uma faculdade, acabou optando por Administração Pública, na FGV. A partir daí fez alguns estágios, se formou, atuou como trainee de uma multinacional e estava com a vida caminhando.

Foi então que percebeu que nada daquilo fazia sentido, não era o que ele gostaria de fazer para o resto da vida. E foi meio sem querer que ele acabou indo trabalhar em uma agência de comunicação.

Durante dez anos de trabalho seu foco esteve no mundo das agências. No meio dessa jornada descobriu-se também professor, palestrante, roteirista e escritor. De alguma forma tudo aquilo que gostava quando era bem jovem estava se concretizando, ainda que pelos caminhos mais tortos possíveis, bem como costuma ser a vida real.

Nas agências Bruno sempre esteve focado em planejamento estratégico, e logo ficou também conhecido no mercado, de um modo geral, como um especialista em Storytelling. Ele também está envolvido em projetos de marketing e publicidade e permanece com o pé na academia, como professor, e com outro no entretenimento, escrevendo roteiros para filmes, séries e peças. “Toda essa mistura o fez o profissional que é hoje”, acredita.

A rotina de Bruno envolve trabalhar do escritório em sua casa, mas por conta das viagens para dar aulas e palestras, acaba ficando pouco por lá. Ele sempre achou que a vida de trabalhar viajando seria incrível e que queria muito isso, mas logo descobriu que o glamour não existia, porque a vida de aeroporto não é tão legal quanto parece.

Hoje, os clientes de Bruno são os mais variados possíveis. Ele atende desde startups e empresas médias e grandes, até políticos e pessoas físicas que querem trabalhar sua imagem. Já no campo de entretenimento tem trabalhado com produtoras. Muitos destes clientes chegam até Bruno das maneiras mais improváveis possíveis. Um exemplo disso é o fato de hoje seu maior cliente ter sido indicado por um colega de faculdade com o qual trocou apenas algumas palavras na vida durante as aulas, cuja relação só se estreitou depois que se adicionaram no Facebook, anos depois.

Quando perguntado sobre a melhor maneira de se conseguir clientes Bruno responde que o caminho é “conhecer gente e se interessar genuinamente por elas, às vezes aquele café que não gerou nada em determina época é o que vai se transformar em uma oportunidade de negócios anos depois”, conta.

Atualmente Bruno está elaborando novos cursos, gerenciando a comunicação de uma startup, fazendo coaching para uma palestrante e escrevendo o roteiro de um filme. Para ele, a maior dificuldade é lidar com tarefas tão diferentes e saber quanta energia investir em cada uma delas. E foi o tempo que ensinou a Bruno que tudo isso era possível, apesar de desafiador.

O que Bruno espera da vida nos próximos anos? Não se limitar. Há cinco anos ele não imaginaria o que estaria fazendo hoje e nem por isso deixou de chegar a lugares e projetos interessantes. Daqui cinco anos tudo que ele espera é continuar fazendo coisas interessantes, não importa de onde ou como venham.

A história de Bruno é um exemplo de como a vida reserva caminhos nem sempre planejados e que sempre é possível se aproximar mais do que lhe faz feliz.

Flávia Gamonar
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