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Inovação
Parem as máquinas, esse emprego é meu

Nas últimas semanas eu li algumas notícias falando sobre como muitas tecnologias serão implementadas e substituirão o trabalho humano. Em um desses sites, li que as profissões que serão necessárias daqui cinco anos sequer existem ainda. Também está estampado por aí que o tempo de vida das empresas diminuiu drasticamente, pois novos negócios podem surgir do nada e desbancar quem estava consolidado há anos. Já existem robôs jornalistas capazes de escrever textos, robôs que resumem partidas de futebol e até aqueles que recorrem contra multas, conhecidos como robôs advogados. E tantas outras tecnologias que já fazem ou farão o trabalho que antes era feito por um humano exclusivamente. Como fica para o nosso lado? O que restará para o trabalho humano?

A preocupação com o futuro do trabalho e a automação até faz sentido se olhamos por por certo ângulo. De acordo com uma projeção da PwC, 48% dos trabalhadores serão substituídos por máquinas só nos Estados Unidos nos próximos dez anos, na Alemanha 35% e no Japão 21% e por isso vemos tantas pessoas com uma postura de “parem as máquinas, esse emprego é meu”. A PwC também destacou as características mais pertinentes aos novos modos de trabalho, em “O futuro do trabalho: Impactos e desafios para as organizações no Brasil“.

Quando comecei a estudar licenciatura em Letras há vários anos, já escutava professores resistentes com tecnologias que chegavam às salas de aulas. O medo era que eles fossem substituídos por computadores, mas suas funções continuaram importantes mesmo em uma época em que podemos encontrar a informação que quisermos sozinhos na internet. Ainda precisamos do professor para nos mostrar caminhos e conectar pontos ou facilitar a compreensão e a organização do conhecimento, porque sozinhos não fazemos isso bem. Infelizmente, a educação permanece igual há décadas em muitos outros sentidos, porque até hoje ainda vemos salas de aulas com um aluno sentado atrás do outro, neste assunto temos muito a avançar.

Outras tantas profissões precisaram se atualizar, já não temos mais telefonistas repassando ligações de forma manual com o avanço da tecnologia neste segmento, mas imagine se o processo ainda fosse feito assim apenas para manter o emprego da categoria?

Mas a boa notícia nisso tudo é que tecnologia pode ser uma parceira nesse processo de mudanças no mercado de trabalho, não uma vilã. Uma pesquisa da consultoria McKinsey apontou que para cada posto de trabalho eliminado, 2,4 novos serão criados, principalmente em startups. A transformação digital será necessária e ela não se limite às empresas, mas se estende também aos profissionais, que precisarão desenvolver competências para os trabalhos do futuro se quiserem continuar competitivas. Sua inteligência humana capaz de resolver problemas, criar, imaginar, pensar criticamente e se relacionar com outras pessoas continuará sendo essencial.

Neste artigo você vai conhecer alguns cases sobre tecnologia apoiando e otimizando o trabalho humano e dez dicas para não ficar para trás como profissional.

O medo da inovação não é algo moderno

A grande verdade é que quando estudamos sobre inovação mais a fundo, descobrimos que essa história sempre foi assim quando uma novidade surgiu. Sempre houve uma novidade chegando no pedaço que deixou todo mundo de cabelo em pé. O filósofo Luc Ferry cita que a princípio toda inovação é destruidora e perturbam de alto a baixo nossos costumes e nossos modos de viver. Pelo menos num primeiro momento, criam também inevitavelmente o desemprego, as desigualdades, e até, paradoxo supremo, o decrescimento. No tempo de Gutenberg ou da revolução digital, as inovações técnicas primeiro levam ao desemprego aqueles que viviam no mundo antigo. Por exemplo, a tipografia tirou o trabalho dos escribas, já que um único tipógrafo pode, a partir de então, substituir até duzentos copistas.

Nos anos 1990, as empresas que decidem se equipar com computadores não são mais rentáveis que outras, de modo que, no início, o tempo e o dinheiro tomados pelo material novo, imobilizam seu desenvolvimento. Apenas mais tarde, quando aparece o que os economistas chamam de “síntese inovadora”, avalia-se o quanto a internet muda e facilita nossas vidas. Ferry cita Shumpeter, um dos maiores economistas do século XX, que diz que a destruição criadora sacode o corpo social permanentemente: quanto mais forte é o crescimento, mais o corpo social é sacudido. Sem crescimento, porém, as condições da vida não melhoram.

Certamente, a desestruturação do corpo social é proporcional à amplitude das ondas de inovação. Elas atingem seu paroxismo quando aparecem o que os americanos chamam de “general purpose technologies”. Trata-se de tecnologias que tem impacto não apenas no seu setor de origem, mas no conjunto da economia. É o caso da máquina a vapor, da eletricidade, da informática, da nanotecnologia. Além dos efeitos maciços de destruição criadora que elas ocasionam, possuem outra característica perturbadora: levam muito tempo para produzir efeitos positivos e visíveis. Quando são introduzidas, o grande público não compreende sua importância. Somente após vários decênios é que seus campos de aplicação se tornam evidentes. É então que essas tecnologias geram inovações secundárias, novos empregos e salários mais altos.

Fala-se então de “síntese inovadora”, que seria um momento mágico, a abertura de uma era de progresso incontestável, mas para uma opinião pública que vive no curto prazo, que não conhece os aspectos técnicos da inovação, forçosamente a natureza de suas consequência em matéria de saúde, padrão de vida, emprego, e até mesmo liberdade, o novo aparece apenas inicialmente sob seus aspectos negativos: desestruturação permanente do corpo social, flexibilidade inquietante, desemprego aumentado, desigualdades e reconversões difíceis, logo, valorização dos diplomas e qualificações de ponta etc. Por isso, inevitavelmente, a inovação parece num primeiro momento, muito mais destruidora do que criadora.

Luc Ferry diz ainda que nos que próximos anos várias mutações tecnológicas gigantescas vão se delinear. Muitas já estão a caminho, mas não as distinguimos bem ainda. Suas consequências serão colossais, tanto no plano econômico como na nossa vida cotidiana, como as nanotecnologias e as biotecnologias, que vão alterar nossa abordagem da doença e da morte, e também da informática e das ciências cognitivas. Inicialmente terão impacto negativo no plano social e todos desejarão conservar estruturas passadas. É por isso que se trata, afinal, de compreender que o que vivemos, de acordo com o autor, não é uma simples “crise”, momentânea, mas uma revolução permanente que abre perspectivas sem dúvida entusiasmantes para aqueles que “ganharão”, porém infinitamente angustiantes para os outros, para aqueles que ficarão presos ao seu pequeno espaço de vida, a sua vida ou suas situações em vias de extinção.

Ou seja, como profissionais e como empresas, não podemos deter a maioria das inovações. Nos resta reclamar e apontar o outro como culpado ou mover-se continuamente em busca de atualização e de visão de futuro.

Das velas e iluminação à óleo à luz elétrica

Você acha que as ruas sempre tiveram luz elétrica? Não. Antes da chegada dos portugueses no Brasil, em 1500, os indígenas usavam a luz do fogo e a claridade da lua como forma de iluminar. Os portugueses trouxeram novidades, como lamparinas à base de óleos vegetais ou animais. Até o século XVIII não existia iluminação pública nas ruas e as fachadas de casas usavam velas.

A cidade de Campos, no Rio de Janeiro, foi a primeira a ter luz elétrica nas ruas por conta da usina termoelétrica. Depois disso, outras cidades, como Rio Claro e São Paulo passaram a ter. Certamente, naquela época alguém também se rebelou e sentiu medo da mudança, que poderia acabar com algumas funções e mexer com todo um mercado. Com a luz elétrica as pessoas deixariam de comprar velas ou óleos, aquilo parecia ser uma ameaça. Entretanto, a iluminação pública foi essencial para as cidades, porque o crescimento e os problemas que surgiram, como a criminalidade, exigiam esse tipo de iluminação. Esses avanços são necessários e não é de hoje que inventamos coisas novas com frequência, a inovação é essencial para o progresso e nesse percurso profissões deixam aos poucos de existir ou de funcionar como eram, enquanto muitas outras surgem. Muitas delas exigem habilidades que nem sempre o profissional tem e por isso é preciso se atualizar, porque adotar a postura de querer impedir a inovação quase nunca funciona bem.

Conhecendo de perto cases tecnológicos que apoiam o trabalho humano

Na semana passada eu fui conhecer de perto cases e projetos da SAP, visitando o SAP Labs em São Leopoldo-RS, um centro de inovação incrível no qual trabalham 900 funcionários, que fica bem pertinho de Porto Alegre. A ideia era ver, na prática, como tecnologias “recentes” e tão faladas, como internet das coisas, blockchain, machine learning, analytics e inteligência artificial estão sendo utilizadas. E eu queria investigar como elas poderiam apoiar o trabalho humano.

Compreender melhor o cenário atual e quais são as tecnologias que estarão cada vez mais presentes em nossas vidas é essencial, primeiro porque muitos negócios podem se beneficiar otimizando processos que se continuarem como estão os levarão à falência, processos que podem ser feitos de outras maneiras, entregando melhores resultados e qualidades para quem está envolvido nele. Segundo, porque como profissionais já não podemos mais ficar sentados trabalhando sem fazer nada diferente, sem se atualizar.

A grande verdade é que tudo que for repetitivo e não cognitivo acabará sendo feito melhor por uma tecnologia ou um robô nos próximos anos. Isso não significa que faltará trabalho para os humanos, mas que eles serão feitos de um jeito diferente. Não foi isso que aconteceu quando a tecnologia chegou até os professores e salas de aulas? Eles puderam dar aulas de um jeito diferente, inclusive a distância, mas o trabalho deles continuou sendo necessário.

Diante de tanta tecnologia, o que sobra par o trabalho humano, afinal? Entender como se adaptar e usar e abusar dessas tecnologias, porque elas poderão apoiá-los e fazê-los ganhar tempo e escalar, permitindo que trabalhem em funções que precisem mais de sua inteligência humana. A seguir compartilho alguns cases que conheci que me mostraram na prática como a tecnologia pode apoiar o trabalho humano.

Incor: monitoramento de UTI para melhorar o trabalho de médicos e enfermeiros

Uma UTI é um ambiente crítico. Há muitos dados do paciente que precisam ser monitorados e erros assistenciais provocados pela falta de informação sobre ele podem ser fatais. Gasta-se muito tempo com relatórios que nem sempre estão visíveis de um modo prático para o médico e o enfermeiro. O enfermeiro, por sua vez, tantas vezes se sente frustrado porque não consegue se dedicar ao seu trabalho de cuidar de pacientes, lá está ele digitando fichas com informações o tempo todo, ele não estudou para se limitar a isso. Ele mesmo poderia ser beneficiado se tivesse acesso mais fácil a tudo que se refere ao paciente.

O projeto Smart Care Unit em parceria com o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, baseado na plataforma SAP HANA, ajuda a salvar pacientes críticos. Esta unidade mantém a maior UTI cardiopneumológica de alta complexidade da América Latina e possui 160 leitos.

E para desenhar esse projeto, as equipes entenderam que se quisessem que ele fosse bem-sucedido precisaria começar a partir da compreensão do problema que se desejava resolver. No caso do Incor, a necessidade era encontrar uma solução que integrasse em tempo real dados de vários aparelhos usados no tratamento de pacientes, além de informações que suportam a conduta clínica. O objetivo era ajudar os profissionais a terem uma monitoração cada vez mais ágil que facilitasse a tomada de decisão em relação ao paciente. Quer um exemplo? Um paciente em parada cardiorrespiratória, por exemplo, precisa ter o atendimento iniciado pela equipe da UTI em no máximo 3 minutos. Essa urgência e complexidade de informações levou ao projeto, que envolveu especialistas da SAP e o time de inovação do Incor, na busca de uma solução para o monitoramento em tempo real da situação de doentes que precisam de cuidados intensivos. E foi ai que começou um processo de design thinking para juntos desenharem as melhores opções para prosseguir.

No projeto, foi desenvolvida uma integração de tecnologia IoT (internet das coisas) para permitir esse monitoramento preciso e incluía ainda um alarme a partir do diagnóstico de risco e quadro do paciente, permitindo que a equipe pudesse agir de forma mais assertiva, por exemplo, planejando melhor suas rondas aos leitos, acompanhando um paciente que já dar sinais de que vai enfartar, acelerar a alta do paciente, entre outros.

Por se tratar de uma área tão delicada, o projeto ainda está na fase de protótipo, mas já foi o ganhador da olimpíada de inovação Innoweeks, promovida pela SAP Labs em 2016. O desejo é que ela seja transformada em uma solução completa que abranja o monitoramento de todos os equipamentos, cumprindo testes e parâmetros para ser aprovada e utilizada em UTIs.

Este é certamente um ótimo exemplo de como a tecnologia faz muito sentido e de como o trabalho humano poderá ser focado em atividades que permitam acompanhar, diagnosticar e tratar melhor o paciente. E, além disso, o paciente também poderá ter acesso às informações sobre seu caso, podendo armazená-lo e compartilhá-lo com outros profissionais de saúde (neste caso, o blockchain garantirá a segurança da informação).

Porto de Hamburgo: tecnologia para transpor limites físicos e de comunicação

O Porto de Hamburgo sofria problemas por ter um limite em relação ao seu crescimento físico em relação ao movimento de embarque e desembarque de cargas. Mas a internet das coisas trouxe uma mudança vantajosa para esse gigante, pelo qual passam 140 milhões de toneladas de mercadorias por ano. São 9 milhões de contêineres por ano! E esses números podem dobrar até 2030, o que significa um grande desafio.

Para que o porto possa realmente crescer, a rotatividade precisa ser mais rápida e os caminhões, navios e contêineres deverão estar na área de marina apenas quando forem necessários. Imagine a rotina, um caminhão entrando precisa sinalizar onde está para pegar uma carga e dentro de um porto enorme o processo poderia ser mais demorado do que poderia ser.

A solução foi usar a internet das coisas para permitir aos componentes de todo o porto se comunicarem. E foi solucionada pelo SAP Leonardo, que criou um sistema de conectividade para controlar o fluxo de descarga dos navios, combinado com a movimentação de caminhões que fazem o transporte, permitindo que os fluxos, movimentação e estacionamento se tornasse mais eficiente.

Mais uma vez a tecnologia apoia o trabalho humano, otimizando todos os processos do porto.

Stara: máquinas agrícolas com sensores para monitoramento e trabalho com solo e colheita

A Stara é uma das maiores fabricantes brasileiras de máquinas agrícolas. Seus tratores já eram equipados com sensores, mas uma integração com o SAP Hana permitiu o monitoramento online e em tempo real dos processos envolvendo plantio, adubação, correção do solo, pulverização e colheita.

Os dados então passaram a ser transmitidos em tempo real, permitindo aos agricultores acompanhar e tomar decisões melhores sobre processos que eram críticos no negócio. Por exemplo, dependendo dos dados climáticos, pode-se tomar uma decisão melhor e reduzir a perda da pulverização que em seguida seria levada pela chuva ou pelo vento.

Com a internet das coisas foi possível acompanhar quantidade de sementes plantadas, volume de adubo utilizado, velocidade com que processos são realizados, espaços já plantados e controle mais eficiente dos custos, compras e insumos. Outro ótimo exemplo de tecnologia apoiando o trabalho humano.

Como não ficar para trás como profissional

Exemplos como estes nos mostram o quanto precisamos estar atualizados. Não apenas como empresas que podem se beneficiar de tecnologias, mas também como profissionais, que precisarão lidar com novos processos e possibilidades, se reinventando a todo momento e usando a tecnologia para apoiar e otimizar seu trabalho.

Como fazer para acompanhar esse ritmo e não ficar para trás? Afinal, se a tecnologia pode resolver problemas das empresas e tornar os negócios muito mais efetivos. Como ser esse profissional que vai lidar com tudo isso? Tenho algumas dicas:

1 – Permita-se coisas novas

Você conhece alguém que é sempre resistente a tudo? Nem bem contaram para ele a novidade ainda, mas ele já deu um jeito de barrar, de criticar, de dizer que aquilo não vai funcionar, que não dá para mexer em nada do processo. Bem, não seja essa pessoa. Permita-se coisas novas, esteja aberto para o novo. Avalie você mesmo tecnologias que podem melhorar seu trabalho ou de sua equipe e apresente-as às pessoas. Avalie a questão por todos os lados, você certamente vai aprender algo bacana ou enxergar um modo de como aquela possibilidade pode ser legal. E, mesmo quer não venha a ser, você ao menos aprendeu, conheceu, seu permitiu.

2 – Inove todas as semanas

Até alguns anos empresas se consolidavam e seu negócio crescia sem grandes problemas. Mas nos últimos anos assistimos startups surgirem e mudarem todo um mercado, impactando, muitas vezes, de forma fatal grandes negócios. Foi assim com a Netflix e a Blockbuster. Blockbuster teve a chance de comprá-la, mas não enxergou valor na empresa e logo foi à bancarrota por causa do novo modelo, que permitia assistir filmes sem precisar sair de casa para alugar um DVD. Motive as pessoas que trabalham com você a buscar pelo novo, sugerir mudanças. Mude alguma coisa toda semana, porque esse papo de projetar inovar só daqui três anos é um grande perigo.

3 – Aposte em projetos novos

É possível empreender até mesmo quando você trabalha em uma empresa que não é seu negócio próprio. Aposte em ideias novas e transforme-as em pequenos projetos. Teste se algo feito de uma forma diferente funcionaria melhor. Esse processo pode ser feito de forma discreta em um pequeno grupo ou disseminado em toda a empresa. Muitos negócios bacanas surgiram dentro de empresas, que se permitiram apostar em algo diferente, a princípio de forma tímida e até com pouco investimento. Há empresas que permitem que seus funcionários possam usar 10% de seu tempo em projetos pessoais apoiados pela empresa e disso já saiu muita coisa legal!

4 – Mantenha-se atualizado com cursos, livros e eventos

Um grande erro de muitos profissionais é dedicar-se exclusivamente ao seu trabalho e se esquecer de fazer cursos, ler livros e participar de eventos. E quando abrem os olhos, o mundo mudou e ficaram para trás ou até perderam seus empregos e agora parece tarde demais para retomar.

5 – Cuide de seu networking

Pessoas podem lhe abrir muitas portas ou serem parceiros das mais diversas formas possíveis. Geralmente, vemos pessoas que conhecemos em contextos de trabalho como úteis apenas àquele cargo que você ocupa naquele momento, nos esquecemos de que meses depois, em um cenário diferente, podemos vir a trabalhar com quem conhecemos um dia e na época não fazia o menor sentido se envolver. Conheça pessoas novas, converse, saia do virtual. Gerencie seus contatos criando uma planilha contendo o nome, onde conheceu, contatos da pessoa e como podem trabalhar juntos, apenas trocar cartões e não fazer nada com eles é um grande erro.

6 – Reveja processos ao seu redor

O nosso cérebro gosta de tudo que poupa esforços. Por isso, acabamos caindo na rotina. Todos os dias dirigimos pelas mesmas ruas e comemos coisas parecidas. Fazemos as mesmas atividades tantas vezes se nos perguntarmos se poderia ser diferente. Comece a pensar sobre isso e desburocratize tudo quer for preciso.

7 – Promova brainstormings

Uma pessoa pensando sobre algo pode ser legal, mas experimente reunir mais pessoas para debater um determinado assunto ou tema e deixe fluir, sem julgamentos. Anote as ideias. Muitas vezes a metade de sua ideia se conecta à metade da ideia de outra pessoa e daí surge algo grandioso.

8 – Use design thinking para iniciar a solução de problemas

O design thinking é uma abordagem que busca a solução de problemas de forma coletiva e colaborativa. As pessoas são colocadas no centro de desenvolvimento do produto para tentar mapear e mesclar a experiência cultural e sua visão de mundo para obter uma visão mais completa na solução de problemas e, assim, identificar barreiras e encontrar alternativas para solucionar o problema. É exatamente assim que projetos como o da SAP começam a ser desenvolvidos, levando profissionais das áreas envolvidas para pensar sobre como resolver uma questão, neste caso, usando tecnologia.

9 – Aposte na essência ágil

Inovação não combina com enrolação. Para ajudá-lo a caminhar uma dica é apostar nas metodologias ágeis de desenvolvimento de produtos. Nelas não se perde muito tempo querendo detalhar minuciosamente o que será desenvolvido. A ideia é criar algo mais simples, mas em menos tempo para poder entender a percepção do cliente e depois refiná-lo. Aqui a ideia é “falhe o quanto antes”, ou seja, descubra logo o que precisa ser melhorado no modelo antes de ter ficado meses ou anos dedicado àquilo. Aqui será legal estudar mais sobre modelo de negócios (usando BMG Canvas, por exemplo), roadmapping para planejar lançamentos e também metodologias ágeis, que podem ir desde simples quadros como os To do lists ou o Kanban, até o Scrum.

10 – Fique de olho nas tendências e novidades de sua área e de outras

Fechar-se em seu mundinho é um grande problema. Achar que só deve pesquisar o que se refere ao que você faz hoje, também. Ligue o radar, leia sobre assuntos diferentes, descubra mais sobre as próximas tendências e como você pode se conectar a elas. É assim que as peças se encaixam, fazem sentido e o seu trabalho se torna cada vez mais rico.

Dica: vou palestrar sobre “como ser o profissional do futuro, hoje”, no SAP Fórum, dia 13 de setembro em SP e você pode participar se inscrevendo aqui.

Flávia Gamonar
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